quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Para a minha mãe

Na 4ª feira passada, de manhã, tive de ir com o meu irmão ao cemitério do Alto de S. João, para dar seguimento à cremação das ossadas da minha mãe. Passaram sete anos do seu falecimento, às 4 horas de 31 de Janeiro de 2002.

A partir desse dia senti-me realmente sem "cordão umbilical",  restando-me somente os laços fraternais com os meus irmãos de sangue: a minha irmã Emília e o meu irmão João e com aqueles que vou estreitando ao longo da vida.

Além desse momento carregado de emoções profundas, nessa altura também eu me encontrava a recuperar a saúde num Hospital, onde escrevi um texto para a minha mãe e falei ao coração tudo aquilo que lhe gostava de ter dito.

É uma ligação muito umbilical e intemporal!



Mãe   
Mãe, memória sempre presente,
Mãe, sentimento quente,
Mãe, carinho Eterno.


Mãe, viagem à Origem
Do Tempo do Início.
Mãe, Fonte de Vida,
Tolerância e carinho.


Mãe, Amor Incondicional
Pelo Seres como És.


Mãe, saudade sempre presente,
Mãe, presença constante,
Nos bons e nos maus momentos.


Mãe, Amor Primordial
Da Criação Universal.


Em  memória da minha mãe.


António Pereira

5 comentários:

Luísa Sargento disse...

Mt bonito... Que esse carinho se expanda em todas as esferas da tua vida!!! Beijinhos

Cheila Saldanha disse...

A parte interessante das relações humanas é que para além dos pais conseguimos encontrar pessoas com quem conseguimos ter uma relação intemporal, um sentimento quente e mesmo um carinho eterno. Porém, essas relações devem ser cuidadas e preservadas porque, por vezes, gostar nem sempre é suficiente e vemos a irem-se embora em troca de ninharias. Ao contrário do amor de mãe, esses sentimentos não são incondicionais. As acções valem mais que mil palavras...

Pena disse...

Dificil de comentar... Um Abraço!

Prof. António Pereira disse...

Cheila, todas as relações devem ser cuidadas, inclusivé com os nossos pais, porque a vida é muito efémera e rápida. É interessante encontrar pessoas ao longo da vida que escolhemos para partilhar o nosso carinho e outros sentimentos mais profundos, e se possível de uma forma incondicional, sem expectativas e que as acções sejam cada vez mais de acordo com as palavras e vice-versa, aliadas à tolerância que deve pautar as boas relações humanas, porque é isso que nos caracteriza como humanos e pauta o amor incondicional dos nossos pais e amores intemporais. A Vida deve-nos ir adocicando e não amargurando ou acidificando, mesmo que eventualmente nos sintamos desiludidos ou incompreendidos e aprendermos a tolerar os outros e as suas imperfeições e as nossas também. Beijinhos

Cheila Saldanha disse...

Há amizades e sentimentos que são Colheres de Açucar...! Ehehe