terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sobre a sexualidade das mulheres



Existem ainda hoje em dia muitas coisas sobre a sexualidade e o orgasmo, principalmente relativamente à mulher que são desconhecidos da maioria das pessoas ou as quais têm ainda bastante dificuldade em falar ou admitir.



Por isso Mary Roach, escritora e humorista (refuta ser denominada de investigadora, nem mesmo de jornalista), afirma que se têm de quebrar os mitos sobre a sexualidade, como por exemplo acharmos que sabemos tudo sobre o assunto, ou que a Ciência deve manter-se afastada da intimidade das pessoas.

Num dos seus trabalhos menciona, por exemplo, que as mulheres têm erecções nocturnas, materializadas no clítoris ou que os homens também podem ter orgasmos múltiplos. Esta autora refere que a sexualidade tem uma grande dimensão, não se resumindo a orgãos, mas também engloba a mente, as convicções, valores, religião, auto-estima, a relação com o parceiro ou parceiros.


Para terminar, o caso curioso de Marie de Bonaparte, descendente de Napoleão, que nunca tivera um orgasmo - com o marido ou com amantes - e como era rica resolveu pesquisar, fazendo entrevistas a várias mulheres, medindo a distância entre a vagina e o clítoris. Juntou todos os dados em três categorias e publicou numa revista científica. Posteriormente sujeitou-se a duas cirurgias para aproximar o clítorias da vagina, mas sem obter os resultados desejados, devido também ao facto de naquela altura não se conhecer a estrutura interna do clítoris.

Conclusão, hoje em dia a sua teoria está a ser estudada e parece existirem alguns dados interessantes, mas pouco significativos, de que as mulheres mais pequenas são mais afortunadas, pelo facto de ser menor a distância entre o seu clítoris e a vagina.



Resumindo, tudo isso pode ter alguma influência, mas tem também a ver com o tipo de parceiros e de estimulação, já mencionado na literatura erótica hindú e nos textos tântricos sobre os vários tipos de mulheres e de homens e os que são mais adequados a cada um.
António Pereira

2 comentários:

Luísa Sargento disse...

E talvez com a cabeça de cada um...

sandra disse...

Olá professor! Deambulamdo pelo seu blog vim aqui dar!
Penso que o mais importante deverá estar para além da anatomia... Ou não? 1001 factores... Ou será isto o pensamento típico de uma mulher... E o fato de sentir todo o corpo vibrando só pela proximidade de alguém, n será mt mais relevante do que distâncias e medidas no corpo...
Um abraço desta que caiu do céu aos trombolhões para seguir o seu blog!!!!
Sandra