terça-feira, 26 de janeiro de 2010

8 anos depois da Terra de Ninguém



Fazem hoje oito anos que voltei da Terra de Ninguém, onde estive de 24 a 26 de Janeiro nessa altura. Foi uma experiência que procuro não esquecer e relembrar para não viver os erros que me levaram a essa Terra. Deixo aqui um texto que escrevi na altura!


NA TERRA DE NINGUÉM

 Na Terra de Ninguém
Estive em passagem
Por paisagens desconhecidas
E não lembradas.

Na Terra de Ninguém
Observei rostos Amigos
E rostos conhecidos.

Na Terra de Ninguém
Senti o apelo de ir por aí
E senti a força de vir para cá.

Na Terra de Ninguém
Senti a Força colectiva de duas mulheres
Que uniram o Poder do seu Amor
Para me resgastarem desse nevoeiro.

Na Terra de Ninguém,
Senti a Força e o Poder da Egrégora
Do Swásthya Yôga
Chamar-me
Para voltar
E pegar na Missão
Que tenho em mãos
E que só no Interior o Sinto.

Da Terra de Ninguém,
Senti o apelo e o Amor dos meus queridos de sangue
E o grito da minha Shaktí.

Da Terra de Ninguém
Fiquei com a sensação
De Ser e não Ser,
De Estar e de Partir.
  
Da Terra de Ninguém, ao voltar,
Tive a consciência da Força, do Amor, Carinho e Admiração
Que motivaram a minha Volta,
Pelo grito de milhares
Que me chamaram
Liderados pelo meu Mestre.

Da Terra de Ninguém,
Tive a alegria de vos ver juntas nessa empreitada
Indiferentes ao Passado recente,
Com o objectivo de unidas
Resgatarem-me para a Vida.

Da Terra de Ninguém,
Resta-me a mudança
E Ser o exemplo para essa mudança.

Da Terra de Ninguém,
Ainda não consigo entender
Tudo o que se passou lá e aqui,
Mas sómente a ideia de uma ausência
De tempo e de consciência normal.

Da Terra de Ninguém,
Ficou-me a sensação
De que algo mudou
Ou irá mudar
Em mim.
António Pereira

10 comentários:

pimentinha37 disse...

... por vezes parece que tenho um bilhete de viajem para esse lugar, com data indefinida, mas o amor, o foco, a obstinação de levar avante um ideal de vida, me fazem manter os pés nesta terra a norte de Portugal.. Gostei muito do teu texto. Desejo-te o melhor e com orgulho sigo também a tua trilha

Sofia disse...

Este poema é muito bonito! De todos os seus poemas, este é um dos meus preferidos :)

Prof. António Pereira disse...

Obrigado Sofia e Sónia! Beijinhos

paula milani disse...

Gostava de escrever, mas fiquei sem palavras. Obrigada egrégora SwáSthya.

Luísa Sargento disse...

Lembro-me desses dias... De como toda a tua família se movia de um lado para o outro, sem saber o que fazer, dizer... Ainda bem que aqui estás! :)

Ana Ribeiro disse...

Faço minha a falta de palavras da Paula.

Beijinhos e abraços
Ana Ribeiro

pamita star disse...

Benvindo de volta!
Beijo desta terra, ainda.

António Mateus disse...

É incrível como as palavras se somam pérolas lindas, se sentidas e escolhidas como cores do nosso arco-íris de sentir.
Parabéns e obrigado António, porque é de magias assim que nos abraçamos irmãos, cúmplices de viagem, por um um mundo melhor.

Catarina Candeias disse...

Obrigada meu querido por me teres iniciado nesta descoberta, a vida com sentido!
Continua a sentir a Força da Amizade que tenho por ti!
E de certeza que olharemos mtas vezes um para o outro e ambos na linha do horizonte sabendo que as cores que enxergamos são mto semelhantes!
Bj enorme

ceciyogini disse...

Querido António Pereira,
Parabéns pelo seu blog. Aqui do outro lado, no Brasil, relembro essa época.Foi um momento importante para entender que era mesmo a essa egrégora que eu queria continuar pertencendo. És muito querido para mim e um forte exemplo de lealdade!
um beijo carinhoso,
Cecilia Sampaio
Unidade Tatuapé / São Paulo