segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um grande exemplo de vida


Na 6ª feira, à meia-noite, no Porto, após o 1º dia do evento profissional DeRosePro 2010 fomos ver com um grupo de Instrutores e alunos, o fabuloso filme Invictus, para no final contarmos com alguns depoimentos do jornalista António Mateus que viveu in loco os acontecimentos relatados no filme e acompanhou Nelson Mandela durante vários anos.

Além do filme estar muito bem realizado, dentro da excelência que Clint Eastwood nos tem oferecido com os seus filmes, a história é fantástica e um impressionante relato de factos e princípios intemporais encarnados por Nelson Mandela, os quais tem ligações com o pensamento e forma de ser de outros grandes Pensadores, Educadores e Filósofos, como Gandhi e DeRose.

Fica aqui o desafio para irmos todos ver (ou rever) e debater este filme um destes dias, com um grupo de alunos e Instrutores, em Lisboa.

Como principal tema de reflexão: como foi ou é possível uma pessoa ter estado presa cerca de 30 anos e sair da prisão com um sentimento de reconciliação e perdão daqueles que o prenderam e humilharam durante tantos anos. Impressionante no mínimo!
António Pereira

2 comentários:

Susana disse...

Deixo aqui o poema que ajudou Mandela a aguentar os anos de cativeiro e que inspirou o título do filme.

Invictus
Autor: William E Henley

"Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul."


Invictus
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por minha alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Prof. António Pereira disse...

Susana, obrigado pelo original do poema que Mandela lia e a sua tradução. Que sirva de inspiração para todos nós, como foi para ele. Beijinhos