terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais um dia em Roma


Mais um dia em Roma, hoje com alguma chuva e nuvens escuras, mas um dia de passeio cultural pelo Museu de Arte Contemporânea que contém pinturas e esculturas de diversos artistas e pintores italianos mais recentes e alguns quadros de Picasso, Miró, Dominguez, Pissaro, Monet entre outros, etc.


Acontece que o Museu é enorme e isso permitiu-me durante duas horas embrenhar-me numa longa visita e ficar abrigado da chuva que caía lá fora. Durante o calcorrear por dentro do Museu, ao visionar algumas obras de arte surgiu-me um pensamento que tive de registar:

Imagens sensíveis
Imagens densas
Imagens brutas
Imagens subtis e suaves.

Imagens de agora
Imagens de antes
Imagens de depois.

Simplesmente imagens
Artísticas ou nem por isso
Ou mais que isso.

Imagens representativas
De sensações, de sentimentos
De nada e de tudo.

Imagens perpetuadas
Para o agora
E para o que virá.

Ao sair entrei no parque da Villa Borghese por onde caminhei com alguma chuva, por alamedas de árvores e cores de folhas avermelhadas nas árvores e cheiro a terra molhada e perfume de flores e cantares de pássaros, a ouvir os meus passos e as gotas de água na folhagem e na minha roupa.


Por esse caminho cheguei a um miradouro, donde observei grande parte do centro histórico de Roma e particularmente a Piazza del Popolo que se encontrava logo abaixo.

Para voltar a caminhar até poder chegar à própria praça que antes tinha observado de cima, mas antes entrei numa igreja onde escutei um coro de crianças a cantar como se estivésse a ouvir ao vivo o Coro do filme Les Choristes. Voltei à rua e durante o trajecto por ruas largas e outras estreitas passei por lojas de marcas de grandes estilistas italianos e de outros não tão conhecidos em nome, mas tão ou mais conceituados na arte de criar beleza e elegância.


E finalmente preparei-me para voltar à Unidade Parioli para me encontrar com o amigo Luis Lopes e irmos jantar lá por perto antes de retornarmos para a casa onde cada um está alojado. Amanhã há mais!
António Pereira

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