quinta-feira, 1 de abril de 2010

Patch Adams



No blogue do Comendador e escritor DeRose, li um post com um extracto de uma entrevista do Patch Adams em que ele foge ao estereótipo de “doutor do riso” que lhe é transmitido pelo filme com o seu nome.
Em 2007 num programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), Patch Adams afirmou que não concorda e nunca disse que "rir é o melhor remédio", e sim que "a amizade claramente é o melhor remédio". Ele afirmou que o filme Patch Adams de Tom Shadyac, não condiz com a verdade e que "o filme é bom e bonitinho".

Ele tem como filosofia de vida o amor, não só no âmbito hospitalar, mas sobretudo nas relações sociais, independente de lugar e que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar. 
No filme começa a faculdade de Medicina, em 1969, com 40 anos, quando na realidade tinha 24 anos nesse ano e um dos seus melhores amigos foi assassinado em vez da sua namorada como aparece no filme. De qualquer forma é uma película com bons exemplos para reflectir sobre como olhamos para avida.
De qualquer forma, nada como ler o que o próprio diz no extracto da sua entrevista:
"Não concordo com “rir é o melhor remédio”. Eu nunca disse isso. A amizade claramente é o melhor remédio. É a coisa mais importante na vida. São nossas relações com aqueles que amamos. Infelizmente, os meios de comunicação, sendo como são, muito antes de me conhecer, imaginam que rir seja o melhor remédio. Então, quando escrevem o artigo, põem essa frase porque o fazem, na realidade, sem pensar. Também quero corrigir a idéia de que rir seja uma terapia. Também nunca penso em música como terapia, nem em arte, nem em dança. Nunca precisam da palavra “terapia”, que é pequena para ajudar. A arte não precisa de ajuda da palavra “terapia”. É a cultura humana. Não fazemos terapia de cultura. Se estamos saudáveis, fazemos cultura."
Alessandro Martins, Curitiba, PR
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Que perfeito, Alessandro! A mim me parecia que eu estava me ouvindo falar! DR
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António Pereira

1 comentários:

Cheila Saldanha disse...

Talvez devessemos tirar a palavra "terapia" do dicionário. Não traz boas consequências. Como temos visto, acaba por menosprezar a palavra a que vem associada, seja música, dança ou até o próprio Método DeROSE.
"ARTE PELA ARTE", esta é uma teoria que defende a autonomia da arte, isto é, a noção de que a arte deve ter como único objectivo proporcionar prazer estético, alheando-se de quaisquer outros fins ou valores.