quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mudança de paradigmas


Li hoje na revista Visão, um artigo de opinião de Freitas do Amaral, sobre o difícil momento que se vive em Portugal, do qual extraí uma frase:

"Não se muda de paradigma sem um amplo debate nacional e sem um esforço de consciencialização." 
Freitas do Amaral, in Visão nº 895, de 29 de Abril a 5 de Maio de 2010

E na mesma revista, uma entrevista muito interessante, com João Ermida, ex-gestor e ex-alto quadro num banco internacional, sobre o seu segundo livro, Agarrem o Futuro, editado recentemente. Dessa entrevista deixo aqui algumas pequenas partes que achei extremamente pertinentes para a época actual.


"Estamos a passar aos novos tudo o que estivemos a fazer de mal nos últimos 40 anos. Há que criar uma geração com um olhar diferente. O mundo como está, tende a criar problemas em cima de problemas..."

"O mundo perdeu o sentido de orientação. Face aos problemas, o indivíduo passou a ser mais importante do que o colectivo. Antes de tudo o meu emprego, o sucesso pessoal..."


"Os gestores querem realizar resultados rápidos para serem remunerados por isso. E essa prática gera erros que toda a sociedade acaba por pagar caro."

"O engraçado é que no final de 2008, logo após os casos da banca, muita gente me deu razão e me apoiou. Assim que se deu a recuperação, em 2009, disseram-me: "Esquece isso. É um assunto muito interessante mas isto agora está a subir" (risos)."


Penso que são ideias e conceitos bons para reflectir sobre a situação mundial e particularmente de Portugal e a partir daí definirmos a mudança de paradigmas para encontrar as soluções a curto, médio e longo prazo, de forma a evitar que caíamos nos mesmos erros.
António Pereira

3 comentários:

Rui de Almeida Cardoso disse...

Muito bom este apanhado de ideias. É bem verdade que por vezes nos desligamos do rumo.

Luísa Sargento disse...

Olá!
Se o ser humano e os portugueses em geral deixassem de ser tão lentos na mudança o mundo de certo estaria bem melhor!
Se o ser humano fosse mais consciente de certo perceberia como o que faz já não se adapta ao momento seguinte ou talvez percebe-se que apenas algumas poucas coisas podem e devem ser aproveitadas...
Cabe aos que estão mais concientes não terem medo da mudança e muito menos de errar: ao menos chegarão a algum lado!
beijinho grd

Cheila Saldanha disse...

Se o que interessa é a espécie e não o espécime, porque quem "sobrevive" é a primeira e não a segunda - se bem que o primeiro não vive sem o segundo etc etc (complicado, hein?)...pretende-se então pensar no colectivo, valorizar o colectivo.
Bonito de falar.
(Mas eu também quero o meu sucesso pessoal...)
(E na prática?)
(Expliquem-me o q fazer. Eu alinho!)