terça-feira, 29 de junho de 2010

Nem todos os dias

Existem frases que surgem de dentro da noite e penetram repetidamente na nossa cabeça como um mantra. Foi o que aconteceu na noite de 3ª para 4ª feira e que deixo aqui registado.

Nem todos os dias

Nem todos os dias sei quem sou,
Nem todos os dias quero ser quem sou,
Nem todos os dias procuro aquilo que quero ser,
Porque nem sempre  sei aquilo que procuro,
Nem aquilo que sou.

Nem todos os dias pretendo ser aquilo que sou,
Nem todos os dias procuro aquilo que quero vir a ser,
Porque nem sempre sei quem sou
Ou aquilo que quero ser.

Vejo-me nos outros
Nas pequenas e nas grandes coisas
Encontro um pouco daquilo que sou
Daquilo que quero vir a ser
Daquilo que realmente sou.

Com tudo isso, procuro estar mais perto
Daquilo que virei a ser
Do que pretendo ser
Daquilo que realmente sou.

No fundo do meu ser
Na chispa da minha individualidade
Está o segredo do meu reencontro
Que umas vezes mais do que outras
Procuro encontrar
Para me reencontrar
E ser mais aquilo que realmente Sou.
António Pereira

5 comentários:

pimentinha37 disse...

Que lindo poema, que reflete a nossa filosofia de uma forma subtil. Obrigada por partilhares connosco!

Marco Santos disse...

Muito bom Prof. António.
Parabéns!

Ana Ribeiro disse...

Valem a pena noites em branco se o resultado é este. Gostei muito porque sinto o mesmo. Obrigada. Beijo

Renata Barcellini disse...

Que lindo poema para pensar e refletir durante a semana! Adorei :)
Beijos
Renata Barcellini
Instrutora do Método DeRose Morumbi
São Paulo

NUNO disse...

Muito bonito. Parabéns