quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um exemplo profissional


Recentemente o melhor treinador de futebol do mundo: José Mourinho, comemorou 10 anos em que ganhou tudo e mais algum coisa e se tornou naquilo que é hoje, um exemplo de profissionalismo, sucesso e garantia de resultados para quem o contrata.

Duma entrevista que ele deu para uma revista extraí algumas frases que podemos aplicar na vida e na nossa profissão, por os seus conceitos estarem presentes no discurso de todos os homens e mulheres que obteram sucesso e se realizaram naquilo que fazem.

Aqui ficam extractos dessa entrevista, com alguns comentários meus noutra cor:

"Quando se é o responsável máximo, no momento da verdade, o que vale é a capacidade que temos para continuar a ler, a analisar e a decidir sob pressão. Isso que hoje em dia cientificamente se chama de "inteligência emocional".

A capacidade de fazer uma leitura sob esta pressão é um aspecto muito importante dos treinadores. (eu acrescento de todas as pessoas que realizam e obtém sucesso).

A honestidade. O mais importante de um treinador e talvez de um homem. (sem dúvida!)

Para ser um homem e para o passar para o futebol, para ser um líder, porque um treinador é um líder, parece-me que a honestidade é o mais importante.

Cometerei erros nas minhas decisões, nas análises, mas irei sempre guardar o máximo de honestidade com os meus jogadores.

Penso que nos nossos dias um treinador tem de estar muito melhor preparado do que anteriormente. (qualquer bom profissional) Atualmente, um treinador que só entende de futebol é um péssimo treinador (o mesmo com um Instrutor do Método DeRose). Não pode sobreviver. Os ambientes tornam agora o nosso trabalho muito mais complexo, mais bonito e também mais difícil.



Trabalho porque gosto, porque tenho orgulho próprio, porque as pessoas esperam que eu ganhe. Quero continuar a fazê-lo para estar bem comigo mesmo. Quando chegamos a este nível, é uma questão de orgulho pessoal. Quero fazer história.


Deve saber-se onde melhorar. Se a culpa é nossa ou do adversário. Se a culpa for nossa, é um grande problema. Se a culpa é do adversário porque foi melhor do que nós, tudo bem, aceitamos porque vamos querer ser melhores e isso será um estímulo. Quando se perde por culpa própria, devemos pensar muito bem no que fazer. (o auto-estudo é uma das nossas normas éticas swádhyáyá)


A idiossincrasia é fundamental. A idiossincracia do clube ou da Liga são fundamentais (da Escola em que estamos ou do total da Rede de Escolas do Método DeRose). Se tentarmos jogar contra esses princípios, estamos a jogar contra nós próprios (estamos desenquadrados). Existem coisas no Real Madrid que pretendo manter (é preciso aperfeiçoar, mas sem adulterar a essência).


Como em todos os planeamentos temos de ser flexíveis e adaptarmo-nos à situação. Temos de analisar e fazer um diagnóstico do dia-a-dia a todos os níveis. Na minha vida profissional é muito difícil que este planeamento seja automaticamente cumprido, têm de existir desvios...




Não leio muito o que se diz sobre mim. Não leio jornais nem vejo televisão; apenas a utilizo para ver jogos que quero ou tenho de ver. É uma proteção para a minha estabilidade pessoal. Se aparece uma pessoa próxima que fala mal de mim, isso sim, é um problema, porque significa que alguma coisa está mal, ou comigo ou com essa pessoa. Quando uma pessoa que não me conhece fala mal de mim, isso não me cria nenhum problema.


No futebol arrisco tudo - na forma de liderar, na maneira de comunicar, de gerir a minha relação com a imprensa... Mas, na minha vida pessoal, sou exatamente o oposto: risco zero, low profile, investimentos financeiros zero. Não gosto da vida social, nada.


Só a família e os amigos me conhecem de verdade."


Muita coisa para absorvermos e reflectirmos!
António Pereira

3 comentários:

Anónimo disse...

Senti integridade nas suas palavras. Há de facto muita coisa que podemos aprender com os melhores e a meu ver, aceitar que não sei, é ser honesto comigo próprio o que se irá reflectir nos outros, aceitar que erro, é querer andar para a frente. Criar empatia é algo que o kama shuddhi nos ensina e algo que nos abre o coração e nos permite aprender que é das melhores coisas da vida. Se perdermos essa capacidade, seja por orgulho, teimosia ou burrice, estaremos fadados a uma realidade restrita e a uma vida sem cor nem sabor.
Palavras sábias a do Grande Mourinho, mas para as ter deve ter trilhado muito caminho. Hoje vivemos um novo paradigma no nosso trabalho, em particular em Portugal, precisamos de aprender, mudar e saber ler o momento. Penso que apesar de tudo vivemos um momento mágico, um momento único com a oportunidade de também nós fazermos História.
Devemos agarrar esta oportunidade com toda a garra, com o gosto e o orgulho sadio que o Mourinho fala, ter a tal inteligência emocional e saber que a vida é um jogo que só se joga uma vez, por isso devemos escolher a nossa equipa ou a equipa onde queremos jogar e, jogar, jogar para ganhar!

Um abraço
Nuno Jacob

Eu disse...

Olá Antonio a nivel de liderança vejo o Mourinho como grande exemplo.
Por isso aconselho, para enrequecimento interior e evolução a Tese de Fernando Ilharco, sobre a Liderança-As lições do Mourinho, ainda não terminei de ler o livro, Mas é um livro muito interessante, tanto sobre inteligencia emocional, dinâmica de grupo, motivação e liderança.
Um abraço
Débora

Prof. António Pereira disse...

Débora,
Obrigado pela recomendação do livro sobre Mourinho. Tenho vários sobre ele, mas esse em particular não conhecia, se bem que o Prof. Luis Lopes já me tinha falado de um livro sobre que talvez seja esse. Para mim o Mourinho é um exemplo de Liderança e sucesso!
Beijinhos,
António Pereira