terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A supressão das instabilidades


A consequência de se procurar alcançar um maior Autoconhecimento, é a de se obter estabilidade a todos os níveis.

Essa estabilidade torna-se difícil de se concretizar pelas causas profundas instaladas no próprio, as quais lhe geram uma instabilidade crónica, um desassossego constante, uma insatisfação doentia.

Todas as Filosofias e pensadores se têm debruçado sobre esta constante característica humana de procura de uma Paz, subjacente a um estado de Autoconhecimento e de Estabilidade constante.

Na antiga Índia, os sábios pela observação da Natureza e pela prática de técnicas desenvolvidas e aperfeiçoadas por essa perspicaz sapiência, geraram uma Filosofia Prática, criada por um bailarino virtuoso que ficou celebrizado para a posterioridade com o nome de Shiva - o Rei dos Bailarinos.

Muitos anos e séculos mais tarde, um outro sábio, de nome Pátañjali, pertencente a uma outra cultura que se tornou dominante na Índia, sistematizou classicamente essa Filosofia Prática, num pequeno e grandioso livro denominado - Yôga Sútra (aforismos do Yôga, filosofia prática).

Desse livro, na tradução feita pelo Comendador DeRose, retiramos pérolas de sabedoria profunda sobre como alcançar a estabilidade e o autoconhecimento.


"Todas as instabilidades são controladas através de ábhyása (prática diligente) e de vairágya (desprendimento). YS-I-12 

"Abhyása (a prática diligente) consiste no enérgico afã de conquistar a estabilidade." YS-I-13

"Esta porém alicerça-se solidamente só com a prática diligente cultivada por um longo tempo, sem interrupção e com profunda dedicação." YS-I-14

"Os sintomas da dispersão mental são: a infelicidade, a depressão, o nervosismo e a respiração irregular." YS-I-31

"A serenidade da consciência é obtida mediante o cultivo da amizade, compaixão, alegria e indiferença, respectivamente aos que são felizes, infelizes, bons e maus." YS-I-33

"Ou seguindo o exemplo de alguém que tenha superado a exaltação das emoções e a dependência dos objectos dos sentidos." YS-I-34


Essas são algumas das formas de se conseguir alcançar a estabilidade e suprimir os sintomas da dispersão. 

Simples e eficaz, como tudo na Vida, porque é realmente na prática das Técnicas do Método DeRose, que encontramos a solução para obter a estabilidade e o autoconhecimento almejados.

Devido não só ao marco histórico que esse livro teve na História da Cultura Hindú e particularmente na dessa Filosofia Prática, é de extrema importância, para não dizer de uma vitalidade rotineira, de vez em quando reler essas frases carregadas de Sabedoria Ancestral e Intemporal.

Depois de meditarmos sobre o seu significado, devemos colocar mãos à obra e praticar as técnicas para nos transformarmos e estabilizarmos.
António Pereira

4 comentários:

Cris Aguiar disse...

Querido Profº Antonio,
Sou de Curitiba-Brasil (Unidade Batel), gostei muito do seu post e tomei a liberdade de divulgá-lo no meu blog (www.crisaguiargomes.blogspot.com).
Obrigada pelos ensinamentos!
Beijinhos, Cris

Prof. António Pereira disse...

Olá Cris,
Fico feliz por teres gostado deste post em particular e por o divulgares.
Espero contar com as tuas visitas a este local e que brevemente nos conheçamos pessoalmente.
Beijinhos,
António Pereira

Anónimo disse...

Olá Professor,

Gostei imenso do post.Retrata bem a sabedoria necessária ao nosso caminho. Na semana passada chamei a atenção para este Livro a alguns dos meus alunos. Está escrito de uma forma sábia, própria de quem utilizou as técnicas desta Filosofia Ancestral.
A paixão que sinto por esta arte foi trazida por aqueles que verdadeiramente a praticam. Agradeço mais uma vez a sua presença na minha Vida, assim como a do Mestre DeRose.
Aproveito para lhe desejar Bom Natal, junto do que mais ama:)
Beijinhos,
Ana Paulo

Anónimo disse...

Olá professor,
também gostei muito do post.
Algumas das frases não conhecia, mas mesmo as que conhecia fizeram-me pensar......novamente...
...enfim...
achei muito útil

Beijinhos
Andreia Fragoeiro