domingo, 16 de janeiro de 2011

Impressões...


Conversas saídas da minha cabeça, carregadas de ideias aparentemente incompreensíveis para ti e para outros. 

Poderia dizer-te aquilo que queres ouvir, mas tudo é diferente quando necessitamos de ouvir e sentir o que outros sentem e pensam de nós.

Necessitamos de ouvir as palavras saídas do coração de cada um, mesmo que o brilho nos olhos nos diga o significado desse olhar, precisamos de perceber e sentir.

Não sei aonde vamos, com estas conversas vindas de um lugar comum a todos nós. Renascidas de cinzas intemporais, elas escorrem pela nossa cabeça numa conversa sem obstáculos, sem filtros, sem julgamentos.

Não sei se consegues entender, se consegues sentir e se consegues ser tu mesmo e abrir o teu coração, áquilo que vai no teu íntimo.

Só assim, os nossos corações poderão deixar aflorar nos nossos olhos, aquilo que somos, sem as barreiras do Ego e da Cultura de onde provimos.

Talvez tudo não passe de um sonho, de uma fantasia que nunca conseguiremos ver concretizada nesta vida, neste tempo.

Só um Sonhador, só quem quer o Intangível poderá ir tão além, com o risco de pagar um alto preço, pelo qual vale a pena tentar, porque nas nossas veias, no nosso código interno está marcado a fogo que esse é o desígnio dos audazes de espírito, dos paladinos da Verdade vivente nas nossas células.

Essa é uma das únicas certezas de que vale a pena continuar a ir, sempre mais para lá daquilo que conseguimos discernir e ver em cada um, por sermos também um, dentro de um Todo maior que todos nós.
António Pereira

4 comentários:

sandra disse...

Olá Professor!

Penso que compreendo as suas palavras, pois elas fazem eco no meu íntimo.
Sinto que as palavras constroem ou destroem mundos. As palavras têm poder. No entanto existe algo mais forte, mais verdadeiro. A palavra não basta! Tantos livros, tantas teorias, ciências, religiões...
Há que abrir o coração, simplesmente porque fechado doi.
Um abraço com amizade,
Sandra.

Toni disse...

Ola Antonio.

Acho que apercebi muito bem o que expressaste mas o que não sei é que é exactamente o que apercebi. Serão pois que apercebi as tuas palavras com o coração e não com a cabeça ;-) ?.

Cumprimentos.

sandra disse...

... prendo-me em duas palavras: perceber e sentir.

Anónimo disse...

Adorei! :)
beijinho

Ana Leonor Erra