segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Solidão...


Muitas vezes observamos e sentimos solidão à nossa volta ou em nós, quanto estamos sós ou mesmo quando estamos acompanhados. Um sentimento concreto e outras vezes difuso e abstracto, com um misto de angústia e de um não sei o quê.

Umas vezes somos nós que queremos estar sozinhos para nos encontrarmos, outras vezes sentimo-nos assim mesmo acompanhados e esta acaba por ser uma forma madrasta de a solidão se fazer sentir.

Uma amiga de antigamente, reencontrada pelo Facebook no início deste ano, enviou-me um texto fabuloso que resolvi partilhar aqui:


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância. 
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...." 
de Francisco Buarque de Holanda 

Achei fantástico e gritante na forma como expressa algo que muitos de nós já sentimos.
António Pereira

7 comentários:

Anónimo disse...

fantástico!

Obrigada pela partilha, professor.

Beijinhos

Ana Leonor Erra

sandra disse...

Solidão: Recomenda-se em doses q.b., pois em grandes doses acredito que provoca doenças, loucura e em casos extremos morte.

Anónimo disse...

e por falar em solidão....este post está muito sozinho...quando é que vem o próximo??

beijos grandes
Andreia Fragoeiro

PS: já conhecia o poema e acho maravilhoso, adorei reler...

Prof. António Pereira disse...

Brevemente serão publicados mais posts. Obrigado Andreia Fragoeiro pelo estímulo. Beijinhos

Ana Paulo disse...

...não escrevemos por escrever, é importante sentir...
Gosto quando escreve pois sinto que vem de dentro, não são apenas palavras soltas...são frases vividas em algum tempo e de alguma forma são vida, por isso nos tocam, por isso nos acrescentam. São desnutridas de "consumo" imediato e rápido. Conseguem ir além da leitura rápida, pois ficam em nós, embelezam a nossa essência e estimulam o nosso caminho.
Parabéns professor, Penso que os seus livros nos iram tocar a todos e estimular ainda mais a nossa profissão.
Força,
Ana Paulo

Prof. António Pereira disse...

Obrigado Ana Paulo, pelo elogio, pela força e apoio.
Seguindo o defeito profissional de ensinar e corrigir, tenho de referir que no teu "Comentário", o verbo ir, está incorrectamente escrito por lapso teu. É "irão" em vez de "iram"
Às vezes o teclado e a pressa levam-nos a cometer gralhas de ortografia e a trocar letras. Todos precisamos de estar mais atentos a estes pequenos/grandes pormenores.
Mais uma vez obrigado pelo estímulo!
Beijinhos,
António Pereira

Ana Paulo disse...

Obrigado pela correcção, são estes os pequenos/grandes pormenores que nos ajudam a melhorar, progredir e nos trazem também mais clareza...

Beijinhos,

Ana Paulo