segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Existem pessoas estranhas


Existem pessoas que não sabem quem são, nem sabem aquilo que querem. Existem pessoas que se desconhecem e por isso gostam de magoar e atacar os outros, com a sua falta de jeito e excesso de mimo. São pessoas que não se conseguem encontrar a si próprias, nem gostam que os outros se encontrem a eles e a outros como eles.

Essas pessoas irão julgar que estas palavras não são para elas, mas para os outros que não precisam delas.

Por isso, essas pessoas gostam de semear a confusão e a discórdia, através da difamação e da sua ignorância sobre o rumo da Vida e sobre as Grandes Verdades Universais. São pessoas que parecem cheias de conteúdo e às quais acabamos por nutrir afecto e carinho, mas que facilmente nos traiem e hostilizam por acharem que elas sabem a Verdade sobre tudo, mesmo sem terem a experiência da vida e a maturidade adquirida com esta.

São pessoas tristes com a sua tristeza e com as suas neuroses cada vez mais neuróticas. São pessoas difíceis consigo próprias e difíceis de descobrirmos como elas são nas primeiras impressões. São pessoas que se infiltram com a sua simpatia, mas que acabam por só se quererem ouvir a elas próprias e discordar de tudo e de todos os que tenham opiniões diferentes das delas.

São pessoas que querem que tudo se adapte a elas, como se fossem o centro do Universo a quem devemos prestar atenção e vassalagem. Tornam-se incomodativas para com quem convivem, os quais passam a desejar que essas pessoas não estejam presentes  e quando o estão evitam manter tanto contacto, por tornarem o ambiente pesado e a sua neurose poder ser contagiosa.

São pessoas que precisam de acompanhamento profissional para poderem ficar melhor consigo próprias e com os outros, mas elas não vão entender estas palavras e ainda as vão considerar ofensivas, mesmo que estas linhas tenham no seu meio carinho e apontem um caminho para essas pessoas se reencontrarem.

Todos nós queremos o melhor para essas pessoas, mas elas não querem o melhor para elas e assim não podemos conviver mais com essas personagens, bastando-nos somente desejar que a vida lhes dê os ensinamentos necessários para se encontrarem a si próprias e poderem ser mais felizes e estáveis.
António Pereira

7 comentários:

MeryMyra disse...

.....Este testo chegou no momento certo para mim, Obrigada Antonio :) adoro ler o teu blog,

Veronica Electronica disse...

beijinho de saudades.

Prof. António Pereira disse...

Meryam,
Obrigado por gostares de ler o meu blogue. Fico feliz por este texto ter chegado no momento certo para ti.
Beijos,
António Pereira

Prof. António Pereira disse...

Verónica Electrónica,
Beijos de saudades e outros para a Carla (eheheh).
António Pereira

Claus Haas disse...

Adorei!

Prof. António Pereira disse...

Muito obrigado Claus!
Um grande abraço,
António Pereira

Pena disse...

Grande verdade..... abraço :)