sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mudam-se as opiniões, mudam-se as verdades

Desde o início da Civilização as opiniões foram mudando, de acordo com os tempos, os interesses, as investigações, as descobertas e suas conclusões sobre novas Verdades e assim se foram mudando os paradigmas vigentes por outros novos e mais atuais.

Até há bem pouco tempo julgava-se que os genes não mudavam. Porém, uma teoria recente denominada Epigenética acrescenta novos elementos surpreendentes, como o facto de o ambiente, a alimentação, fumo, stress, o exercício da parentalidade, deixarem a sua marca no genoma humano. 

Isto é quando nos expomos a substâncias nocivas, modificamos o código genético e pensa-se que essas transformações podem comprometer toda a descendência. Quer dizer que o estilo de vida dos pais poderá comprometer a vida futura da sua prole. Além disso a Epigenética também abre um mundo novo de possibilidades quanto ao tratamento das doenças mais temidas, como o cancro.

Outra ideia vigente, era o dogma central das Neurociências, a de que os neurónios não se regeneravam, ao contrário das restantes células. 

Hoje sabe-se que se continuarmos a exercitar a nossa memória e a aprendermos continuamente, promovemos o aparecimento de novas células cerebrais e que esses novos neurónios são importantes na formação das memórias. 

Mesmo sabendo-se que a quantidade de células novas formadas espontaneamente, são numa pequena e insuficiente quantidade para reparar os danos de um AVC, ao mesmo tempo constituem o ponto de partida para a pesquisa de soluções para a doença de Parkinson e Alzheimer.

Daí se conclui que muita coisa existe para se pesquisar, estudar, analisar para encontrarmos novas Verdades e opiniões.
António Pereira


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