terça-feira, 31 de maio de 2011

Algo que surgiu


Como se estivesse a caminhar para o fim de um ciclo, ele olhava para trás e surgiam-lhe imagens de vida agarrada já ao seu património genético. Não era um sentimento saudosista, nem de nostalgia por algo que já se viveu e quer viver novamente, mas somente uma sensação boa de estar vivo e a caminhar para o lugar onde queremos chegar e onde nos esperam.

Um caminho novo apresentava-se, ainda enevoado na sua mente, mas com certezas na sua intuição de que é por aí que deve seguir. Esse sentimento dava-lhe uma tranquilidade, uma serenidade, como há muito tempo não sentia.

Interiormente sorriu e perguntou a si próprio, se a trilha da paz interior, era simplesmente amar a vida, os momentos, os outros e realizar o seu potencial, sem adiamentos de tempo ou de desculpas enganosas que cada um faz a si.

Com certeza irá ser um renascimento e uma caminhada para um novo início, mesmo que ele contemple um fim, a sua marca tem de ficar registada nesta assinatura cósmica chamada de Vida.
António Pereira

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma grande lição de humildade


Carl Sagan, foi um dos grandes Homens da história recente da humanidade e um grande cientista. Primou sempre no seu trabalho pela liberdade do indíviduo e por uma abertura de pensamento fora do comum. Podemos dizer que estava muito à frente no seu tempo e, talvez também do tempo actual.

O seu precoce desaparecimento com sessenta e poucos anos, vítima de cancro, deixou a Ciência, no geral e a Astronomia, em particular, muito mais pobres.

Deixou um vasto legado em obras de cariz científico, sendo os mais conhecidos, Cosmos, em livro e série de televisão; Contacto, em livro e no fabuloso filme representado por Jodie Foster e o livro Dragões do Éden, entre muitos outros, que tiveram o objectivo de aproximar os conhecimentos da Astronomia e de outras Ciências, do grande público, e de abrir horizontes, pensamentos, sobre este nosso planeta e a sua pequena contribuição dentro de um Universo imenso.




Este pequeno filme dá-nos uma grande lição de humildade e relativiza a nossa mania das grandezas! Um óptimo pretexto para reflectirmos sobre aquilo que fazemos aqui e o sentido da vida. Deve ser uma fonte de inspiração para que o nosso comportamento seja pleno de harmonia e cordialidade, ao mesmo tempo carregado de premência de realizarmos e sermos mais felizes.
António Pereira

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Expectativas

Geralmente nós criamos e geramos expectativas, sobre tudo e sobre nada, expressando a agitação e a instabilidade que habita internamente na maioria das pessoas.

Alguns com a experiência e tempo de vida tiram determinadas conclusões, outros além desse tempo e vivência de vida, aprendem com as Técnicas e Conceitos do Método DeRose, de que é mais importante sentir e viver o momento, sem criar expectativas e principalmente não alimentando uma carga de pressão sobre si próprio, mas antes procurando dar o melhor de si em todos os momentos em sintonia com a sua essência. 

Isto não é ser insensível, perante os factos e as circunstâncias da vida, mas aprender a relativizar as coisas e a estar mais de acordo com aquilo que se É ou pretende vir a Ser, descobrir como se pode ser mais activo  socialmente, começando por se transformar a si próprio.


“A maior parte das pessoas tem aspirações demasiado elevadas em relação às suas reais capacidades.” Príncipe Carlos de Inglaterra

Digamos que esta frase, é a conclusão de como temos de desenvolver uma maior noção daquilo que somos, para podermos viver melhor e mais descontraidamente.
António Pereira

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dias de vento, dias de Sol


Dias de vento, dias de Sol, arejam-nos e iluminam-nos com a energia da Primavera a cheirar a Verão. São impressões de tempo, temperadas de sensações vindas em sonhos de noite que nos trazem imagens de algo que nos deixa perplexos.

São noites de Lua cheia de luz e mistério, por aquilo que nos transmite. Talvez por isso os sonhos nessas noites, sejam tão reais que nos assustam por terem uma carga metafísica, carregada de intuições que nos levam a afastar os medos, de sermos intrusos nas outras vidas que se cruzam connosco. 

Porém são impressões reais para nós, extremamente marcantes por aquilo que nos deixam cravadas na memória, ao longo dos dias de vento e dos dias de Sol.
António Pereira


terça-feira, 17 de maio de 2011

Às vezes...

Às vezes não há tempo para vir aqui escrever ou colocar algo de jeito. É o que tem acontecido nos últimos dias. Têm sido muitas solicitações para orientar e aconselhar colegas, junto com os projectos que estão em andamento e a preparação de Cursos, mas ainda esta semana retornaremos à regularidade habitual, é só preciso ter mais um pouco de paciência.
António Pereira

sábado, 7 de maio de 2011

Levantai o Esplendor de Portugal

É sempre bom sabermos aquilo que conquistámos e realizámos, para ganhar embalagem para realizar muito mais.



Cabe a cada um de nós levantar o Esplendor de Portugal!
António Pereira

Algo para reflectir

Ultimamente tenho descoberto pensamentos e frases muito interessantes ditas por pessoas que já tinha conhecimento e outros que foram uma descoberta, mas todas têm ecoado  claramente dentro de mim, pelo que achei interessante como reflexão de fim-de-semana.

“O talento vem de Deus. Tem humildade. A fama vem dos homens. Tem gratidão. A arrogância vem de ti. Tem cuidado.”John Wooden, jogador de basquetebol estado-unidense (1910-2010)
António Pereira

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma tarde em Paris...


Sentado nas escadas do Louvre, após ter estado no Café Marly, sinto o calor do Sol na pele e escuto os sons da cidade, da água que corre no lago artificial junto à pirâmide de vidro da entrada do Museu, oiço a música que provêm das arcadas e as vozes internacionais em várias línguas como: francês, português, espanhol, inglês, nórdico e outras.

Observo as fachadas com as várias estátuas que me olham lá de cima e penso quantas cenas se terão passado nesta praça, durante séculos.

Quase consigo sentir e ver as pessoas dessas épocas, com as suas cabeleiras, os vestidos compridos e amplos, as sombrinhas com folhos, as capas compridas a esvoaçarem ao vento quando andam, o acenar do chapéu do cumprimento dos cavalheiros e o movimento discreto das damas. E, claro os Mosqueteiros, com as suas vestes, os chapéus com pluma, botas altas, capas, cintos largos, o espadachim à cintura e a sua proclamação da célebre frase: "Um por todos, todos por um."

Viajar alarga-nos os horizontes do presente, do passado e do futuro, como se tivéssemos uma outra viagem dentro desta actual, num circuito de expansão de consciência, tempo e espaço.

Assim foram algumas das minhas impressões, desta tarde em Paris. Amanhã retorno à minha querida casa de Lisboa e ao país do meu coração, Portugal!
António Pereira

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Mais sobre viagens

"Sê dono apenas do que podes transportar contigo; conhece línguas, conhece países, conhece pessoas. Deixa que a tua memória seja o teu saco de viagem." Alexander Soljenitsyn, escritor russo (1918-2008)
António Pereira

domingo, 1 de maio de 2011

A sorte...


Muitos pensam que se nasce com a sorte cravada na pele! Se bem que existam pessoas com uma natural propensão para fazer com que determinados acontecimentos ocorram na sua vida, isso geralmente é a aparência para quem vê de fora e de longe, porque por trás existe muito mais.

A sorte constrói-se ao longo de um certo tempo de preparação, para que ela passe a estar presente naturalmente. Podemos dizer, de uma forma simples, que podemos gerar a sorte através da criação de arquétipos, de modo a facilitar a concretização dos acontecimentos desejados.

A meio da semana passada, no avião para Paris, onde me encontro actualmente, li numa revista portuguesa um artigo sobre uma diplomata-antropóloga, o qual continha uma frase muito interessante sobre a sorte.

E a frase é a seguinte:

"A sorte é o momento em que a preparação encontra a oportunidade e algo acontece."Ana Paula Zacarias, diplomata portuguesa

Uma boa definição, para a junção da criação de arquétipos por intermédio da mentalização e a preparação das condições para se realizar algo, além do muito trabalho para gerar e/ou apanhar uma oportunidade para concretizar o que é almejado.

Na minha opinião, esta frase deveria estar presente todos os dias à nossa frente, para trabalharmos no sentido de gerarmos um bom desfecho para aquilo que pretendemos.
Boa sorte!
António Pereira