quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ser feliz ou ter razão?


Hoje uma amiga minha e Monitorada, a instrutora Ana Paulo, enviou-me um e-mail com uma história muito curiosa e que para mim faz muito sentido, sobre as relações humanas de todo o tipo, mas principalmente nas afectivas. 

Como gostei muito desse pequeno relato, transcrevo-o aqui, para que os leitores deste blogue também possam absorver o seu exemplo, incorporando na sua forma de ser e de estar e ao mesmo tempom passar adiante aos seus íntimos, amigos e conhecidos, para contagiar mais gente a ter comportamentos mais civilizados, educados, carinhosos e sensíveis. 

Ser feliz ou ter razão?

«Oito da noite, numa avenida movimentada. Um casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou o mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita. Discutem. 

Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. 

Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: 
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... 

E ela diz:  - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. 

Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite! 

MORAL DA HISTÓRIA 

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. 

Desde que ouvi esta história, tenho-me perguntado com mais frequência:  «Quero ser feliz ou ter razão?»

Outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique; os amigos não precisam e os inimigos não acreditam". 

Passe esta história aos seus amigos, para ver se o mundo melhora. 

Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você? 

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam." 

SENSACIONAL!!!!!»

Vamos ser felizes e fazer com que os outros também sejam!
António Pereira

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pela noite

Pela noite desfilam ideias, quando a cabeça é levada a viajar pela temperatura amena da fase contrária ao dia. Acertam-se sensações trazidas das profundidades do ser, para se vislumbrar melhor aquilo que se é e para onde se quer ir.

Sempre algo estará e irá connosco para onde caminharmos dentro da noite e sempre será verdade para nós aquilo que sentimos, mesmo estando camuflado pela penumbra da noite, seremos sempre um pouco disso.
António Pereira

quarta-feira, 22 de junho de 2011

No Porto fui ver uma exposição


Estou no Porto, para onde vim depois do DeRose Festival - Porto 2011 que se realizou na cidade de Viseu. Tenho aproveitado para estar com amigos e reconhecer esta cidade, onde vivi três anos, entre 1988 e 1991. 

Na segunda-feira, conforme acordado com os meus amigos e colegas, Luis Lopes e Charles Maciel, realizámos a subida do Douro em barco, até à cidade da Régua. Foi um momento especial para entre amigos, para colocar a conversa em dia, trocar ideias sobre o momento de vida de cada um e outros assuntos que foram surgindo.

Durante seis horas, fomos deliciados pelas belas paisagens e encostas do Douro, enquanto apanhávamos sol no terraço do barco, ouvíamos o seu roçar nas águas tranquilas e permeávamos as nossas conversas com algumas risadas de boa disposição de estar entre amigos.


Chegámos à Régua, por volta das 15 horas, depois de um bom almoço dentro do barco, tendo sido recebidos por uma brisa morna que aligeirava o imenso calor que se fazia sentir. 

Passada uma hora e meia, regréssamos de comboio ao Porto. Descemos até à Ribeira, onde nos deslumbrámo-nos pelo entardecer, tendo terminado o dia e a noite, num restaurante de comida indiana, onde fomos acompanhados na refeição pelos nossos colegas e amigos Joris Marengo, Letícia Ziebell, Alessandra Dorante e a sua filha Isabela, Terezinha Dias e Ilídio. Foi um bom dia!


Hoje resolvi de tarde caminhar um pouco e ir visitar a exposição sobre Darwin, que se encontra no Jardim Botânico do Porto, a qual não se deve perder (penso que é a mesma exposição que já esteve em Lisboa, com filas de espera intermináveis, durante dias e dias).

Esta exposição é uma excelente forma de ficarmos a conhecer melhor a vida de Darwin, o grande naturalista. Por isso mesmo, é altamente aconselhado que todos os alunos e instrutores do Método DeRose visitem, para alargar mais a sua cultura geral, sobre um marco importantíssimo da História da Humanidade.

Para finalizar o dia, uma prática de mentalização com todas as escolas e alunos a partir de um certo grau, de todo o país, que no Porto será na Unidade Antas e em Lisboa, na Unidade Cascais.
António Pereira

terça-feira, 21 de junho de 2011

DeRose Festival Porto 2011, está de parabéns!


No passado fim-de-semana decorreu na Pousada de Viseu, o DeRose Festival Porto 2011, evento para alunos e Instrutores das Unidades Credenciadas de toda a Rede do Método DeRose.

Este acontecimento cultural contou com a participação de 271 pessoas e cerca de uma dezena de ministrantes de vários pontos do mundo.

A organização está de parabéns pela qualidade da programação do evento, das actividades culturais, do convívio promovido e por tudo o resto, pelo que aqueles que este ano não puderam participar, não deverão deixar escapar a realização deste Festival em 2012.
António Pereira

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mudar de vida

No comentário ao post de hoje, recebi duas músicas do aluno e amigo, Pedro Pena que deixo aqui.




E mais um!



É mudar e viver!
António Pereira

Quando é necessário...


Nesta altura, cai sempre bem uma frase de uma senhora portuguesa que aos 60 anos resolveu mudar de vida, deixando os arredores de Lisboa, onde viveu mais de duas décadas de vida difícil, com maus-tratos do seu ex-companheiro e decidiu ir viver para a sua região natal, na zona de Leiria.

«A crise somos nós que a fazemos; com força, levanta-se a cabeça e segue-se em frente, sem apegos nem medo de deixar para trás o que tiver de ser.» Donzelina Ferraz, in Visão, 28/4/2011.

Quando queremos e/ou precisamos vamos buscar a força necessária para mudar a nossa vida para um percurso mais aprazível e realizador para nós.
António Pereira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um texto do dia de hoje

Hoje passei grande parte do dia numa instituição pública, ao fim da quarta vez de tentativas para fazer a renovação da Carta de Condução, por ter feito 50 anos. Como o local escolhido desta vez, não ficava longe da minha casa, fui e vim umas três vezes, visto ter 100 pessoas à frente quando de manhã tirei a minha senha e não querer ficar lá a vegetar durante 7 horas.

Porém, chegou uma altura em que tive de ficar lá à espera da minha vez e para não deixar o tempo passar, levei comigo um livro que estou a ler: Humilhação, do Philip Roth, um autor que aprecio bastante, do qual já li alguns livros.

Dessa leitura sobressaiu uma frase da fala do personagem principal - um homem com sessenta e poucos anos, um actor com dificuldades nesta fase da sua carreira famosa, entre outras circunstâncias:

«A minha vida nos últimos anos tem sido muito precária. Não sinto a força que seria necessária para suportar a destruição das minhas esperanças. Já tive a minha dose de infelicidade conjugal, e antes dela a minha dose de rompimentos com mulheres. É sempre doloroso, é sempre duro, e não quero voltar a passar por isso nesta fase da minha vida.» in Humilhação, de Philip Roth

Boas reflexões, conclusões e acções!
António Pereira

terça-feira, 14 de junho de 2011

Repensar...


Existem momentos em que temos de olhar para trás e repensar tudo, fazer um balanço e definir como irá ser daqui para a frente. Isso geralmente implica, ter a coragem de reformular as coisas e reorganizá-las para podermos partir para a mudança nas formas de actuar, de ser e de estar.

A mudança de comportamentos acaba por ser o mais difícil, porque muitas vezes não queremos abdicar de algo que acabou por se estabelecer na nossa vida e está tão colado a nós que acabamos por não ver, como isso nos está a prejudicar o progresso. 

Mudar essa forma de pensar e agir, acarreta uma profunda análise e ter o desapego de nos libertarmos desses comportamentos que nos atravancam a evolução para outros patamares sentidos, mas ainda não vividos.

Por isso, às vezes é preciso dar um passo atrás, para podermos dar dois passos certos em frente e caminharmos para outras certezas mais simples e esclarecedoras.
António Pereira

sábado, 11 de junho de 2011

Sobre a inveja


Hoje uma amiga, contou-me uma história «popular» que achei extremamente interessante para colocar aqui. Fala sobre a inveja que podemos fazer a outros quando brilhamos naquilo que fazemos, o que pode suscitar sobre eles, essa emoção negativa e de falta de carácter.

Narra então a dita história:

«Uma vez uma serpente perseguia um pirilampo (vaga lume no Brasil?). Este cada vez brilhava mais e a serpente sempre atrás dele. O pirilampo fugia para onde podia, mas a serpente conseguia descobrir onde ele se escondia e por um triz lá se escapava.

Ao fim de algum tempo, nesse jogo de escondidas, onde a sua vida estava em risco e era o prémio dela, o cansaço e o desespero apoderou-se do pirilampo, o que o levou a pensar em rapidamente arranjar um estratagema, para poder convencer a serpente a desistir de o perseguir, para o matar.


Então, o pirilampo parou, ganhou coragem e enfrentou a serpente, com um olhar firme e convicto e assertivamente perguntou-lhe:

- Serpente eu faço parte da tua cadeia alimentar? E ela respondeu: - Não!

E, ele fez uma nova pergunta:

- Fiz-te algum mal? A que ela retorquiu: - Também não!

Em desespero o pirilampo fez outra pergunta:

- Então porque me queres comer? A que a serpente respondeu: - Porque não suporto ver-te brilhar!»


Sem sabermos e sem fazermos por tal, quantas vezes somos a vítima desta história, só porque somos competentes e brilhantes naquilo que fazemos, destacando-nos dos outros. 

De qualquer forma, devemos estar todos atentos e fazer um exercício de mudança de comportamentos e condicionamentos para sermos um pirilampo que leva luz a todo o lugar. 

Vamos então, tornarmo-nos todos pirilampos, ficando cada vez mais brilhantes e eficientes naquilo a que nos dedicamos, para que a vida brilhe ainda mais para todos? Brilha então, tu também como um pirilampo!
António Pereira

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 Junho, um dia muito especial!


Dia 10 de Junho, é o dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, só por isso é um dia muito especial, mas para mim é ainda mais, porque foi o dia em que nasci, em 1961.


Particularmente neste ano de 2011, este dia tem uma particularidade importante: celebro 50 anos de vida! Durante este meio século, 34 anos têm sido dedicados à prática e estudo do Método DeRose e deles 30 são de carreira profissional, que também comemoro este ano.

Por todas essas circunstâncias, quero aqui agradecer ao meu Mestre, DeRose; a todas as pessoas que partilharam a minha intimidade; aos meus amigos chegados; aos meus irmãos e à memória dos meus pais; aos meus colegas de profissão e a todas as pessoas que conheci e convivi, durante este meio século de vida, por terem contribuído para me tornar na pessoa que sou hoje.

Como a música é importante para mim e sempre me tem acompanhado, deixo aqui a música da manhã de hoje, de um grupo que marcou a minha adolescência e o início da idade adulta, o qual ainda me injecta muita energia, entusiasmo e ânimo quando necessário e está presente em muitos escritos.
António Pereira

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um passeio cultural a um Museu único


Ontem o Espaço Lifestyle, realizou um passeio cultural com os seus alunos e familiares destes, ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa. Este é o único museu no mundo dedicado à temática do azulejo, contendo no seu interior um pátio muito agradável para se estar a ler, tomar alguma coisa e trabalhar, além claro das exposições.

Foi uma hora e meia de visita guiada, pela história do azulejo em Portugal, a sua origem e evolução, as influências de outras culturas e as características muito próprias do toque português no desenvolvimento desta arte.


Recomendo a visita a este Museu que era um antigo Convento de freiras, o qual tem uma igreja, riquissíma em talha dourada, pinturas e azulejos azuis, mostrando o esplendor próprio do barroco português. No seu interior descobrimos a origem da célebre frase poupular: «ouro sobre azul»; advinda precisamente da junção abundante da talha dourada com os painéis de azulejos em azul e branco, dando um efeito lindíssimo. 

Vale a pena a visita e a divulgação deste Museu que aceita voluntariado para inventariar e ajudar na conservação dos azulejos do seu espólio, guardado em arquivo. 

Foram horas muito bem passadas!
António Pereira

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A importância do retorno

Escrevo para mim e para ti, palavras que saiem do coração, da mente, do ambiente e da inspiração. Escrevo para me entender melhor, para compreender-me e discernir aquilo que eu sou e o que tu és. Neste diálogo meio surdo, necessito de saber aquilo que sentes das minhas palavras e dos sentimentos neles contidos, para nos reencontrarmos no nosso interior.

Daí a importância de ter o teu retorno, aqui neste espaço, construido para mim e para ti. Neste lugar de troca de ideias, das criações que me surgem e das meditações próprias e também sobre as palavras e imagens de outros, para perceber o teu entendimento sobre o que tudo isto te pode fazer sentir e pensar. 

Por isso gostava de ter mais a tua participação neste blogue, a ti que me lês e reflectes sobre o que encontras aqui, deixando o teu comentário, mesmo que ele seja muito simples. Agradeço-te porque sentirei  não estar somente a falar para mim, mas que estarei na tua companhia, mesmo que ela seja discreta.
António Pereira