quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sem máscaras


A maioria das vezes escondemo-nos de nós mesmos e dos outros, mostrando somente uma máscara que fomos criando ao longo da vida ou nos foi imposta e a ela nos habituámos para nos apresentarmos socialmente. Talvez seja um mecanismo de defesa do indivíduo para se preservar perante as opiniões e tradições vigentes na sociedade, mas acaba por ser uma corrente que nos aprisiona e não nos deixa ir mais além, em direção da nossa liberdade como indivíduos.

"Persona é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às convenções e tradições sociais..." Carl Jung

Assim a Personalidade, afasta-nos daquilo que realmente somos por causa dos paradigmas da sociedade e daqueles que nós próprios fomos criando. A Personalidade mascara as causas que nos levam a agir e a ser de uma determinada forma na atualidade, dificultando a visualização de como podemos alcançar a nossa verdadeira libertação, a qual nos permitirá vislumbrar a nossa Individualidade.

Desenvolvamos então todos os esforços para nos autosuperarmos (tápas) no sentido de progredirmos nesse autoestudo (swádhyáya) em direção à nossa renovação e que ela seja um fator de motivação para muitos outros deixarem cair as suas máscaras e serem mais eles próprios. 

Talvez este seja um bom desígnio a imprimir nos votos para o novo ano de 2012!
António Pereira

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Conheça tudo, mas toque as pessoas!


Saber e conhecer tudo: teorias, conceitos e técnicas é de extrema importância nos dias de hoje, mas mais importante que tudo isso é saber tocar no íntimo de cada pessoa para catalizar a sua transformação e aperfeiçoamento. 

"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana." Carl Jung

Não basta saber praticar bem as Técnicas do Método DeRose ou saber transmitir bem os seus Conceitos, se não formos um exemplo da transformação que esta Cultura proporciona no ser humano e na sociedade, tocando fundo nos outros com o nosso exemplo de coerência de comportamento com esses Princípios e Valores.
António Pereira

Boas Festas!


Votos de um Natal com alegria, serenidade, bem estar e união entre todos os familiares e amigos para que se encontre a energia e a lucidez para se ter um Ano de 2012, cheio de renovação, crescimento, felicidade, prosperidade e de uma estabilidade enriquecedora em alto desempenho.
António Pereira

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sonha e acorda!


Sonhar é uma forma de criar um arquétipo para concretizar algo, mas sem a força interior de nos autoobservarmos o sonho não ganha força para se realizar.

«Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda.» Carl Jung

Mantenha-se acordado para poder sonhar ainda melhor e realizar os seus desígnios e concretizar objectivos.
António Pereira

sábado, 10 de dezembro de 2011

Como os riachos...



Muitas vezes pensamos e sentimos que deveríamos ser leves e descontraídos como os sábios e belos exemplos dados pela Natureza, mas os medos e os paradigmas enraizados dificultam essa transformação.

Dois sábios homens expressaram muito bem essa leveza e sapiência transmitida pela Natureza, através de um pensamento semelhante na sua essência, porém surgido em épocas diferentes.

«Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão...» 
Saint-Exupéry

«Deveríamos ser como as águas dos riachos que, tranquilamente, contornam os obstáculos.» 
DeRose, in Sútras - Máximas de Lucidez e Extâse

São Conceitos como estes, entrelaçados com Técnicas que transformam o indivíduo que o Método DeRose propõem para criar as condições de melhoria da sociedade e da pessoa, a qual pelo seu exemplo inspira aqueles que com ele tomam contacto: famíliares, amigos, colegas de trabalho, fornecedores, etc.

Sejamos então cada vez mais como os exemplos que a Natureza nos ensina e inspiraram a Cultura ancestral na qual o Método foi colher ensinamentos!
António Pereira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mudam-se as opiniões, mudam-se as verdades

Desde o início da Civilização as opiniões foram mudando, de acordo com os tempos, os interesses, as investigações, as descobertas e suas conclusões sobre novas Verdades e assim se foram mudando os paradigmas vigentes por outros novos e mais atuais.

Até há bem pouco tempo julgava-se que os genes não mudavam. Porém, uma teoria recente denominada Epigenética acrescenta novos elementos surpreendentes, como o facto de o ambiente, a alimentação, fumo, stress, o exercício da parentalidade, deixarem a sua marca no genoma humano. 

Isto é quando nos expomos a substâncias nocivas, modificamos o código genético e pensa-se que essas transformações podem comprometer toda a descendência. Quer dizer que o estilo de vida dos pais poderá comprometer a vida futura da sua prole. Além disso a Epigenética também abre um mundo novo de possibilidades quanto ao tratamento das doenças mais temidas, como o cancro.

Outra ideia vigente, era o dogma central das Neurociências, a de que os neurónios não se regeneravam, ao contrário das restantes células. 

Hoje sabe-se que se continuarmos a exercitar a nossa memória e a aprendermos continuamente, promovemos o aparecimento de novas células cerebrais e que esses novos neurónios são importantes na formação das memórias. 

Mesmo sabendo-se que a quantidade de células novas formadas espontaneamente, são numa pequena e insuficiente quantidade para reparar os danos de um AVC, ao mesmo tempo constituem o ponto de partida para a pesquisa de soluções para a doença de Parkinson e Alzheimer.

Daí se conclui que muita coisa existe para se pesquisar, estudar, analisar para encontrarmos novas Verdades e opiniões.
António Pereira


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Em tempos de mudança, tudo muda incluindo nós próprios e assim será ao longo da vida. Basta olhar para a Natureza que na sua aparente estabilidade das Estações do ano, imprime as suas mudanças, para não falar do Universo em constante mudança.

Sobre esse assunto deixo aqui um poema do grande poeta Camões que nos leva a profundas reflexões:

«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;


Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.»

Luís de Camões (1524?-1580), in Sonetos

A mudança não deve ser vista como algo negativo, mas sim como uma componente da dinâmica da vida que muitas vezes é necessário cavalgar, para irmos até onde devemos chegar.

Preceito moderador: excesso de mudança é sinal de instabilidade. A mudança deve ser vista como um processo natural da vida na procura da estabilidade.
António Pereira