quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Impressões imprevistas


Sombras no seu rosto, enevoavam a sua lucidez. Olhou para o lado e estava tudo tão quieto que até fazia confusão. Sentimentos avulsos escorriam pelos seus olhos parados a contemplar a luminosa Lua cheia.

Um tempo de outrora tocou-lhe no ombro e ele voou para uma altura, nunca conseguida e vivida. Tudo era possível naquela região. Podia ser já aquilo que habita dentro de si, mas está escondido lá no fundo de cada um de nós, ou outra coisa qualquer.

Na realidade era só uma música cadenciada e embriagante que lhe tinha aberto a porta de um outro estado, de uma outra região de si. Nada de especial para quem há algum tempo, fazia essas viagens internas, ao lugar da lucidez suprema.

João suspirou e sentiu um frémito de felicidade intemporal percorrê-lo e impregnar todo o ambiente à sua volta. Sim, conseguia sentir e viver essas experiências por si próprio, sem precisar de nada a não ser do seu corpo e da sua mente.

A verdade é que não sabia quem era o João que se menciona aqui, mas há de ser alguém, nem que seja um de nós todos que persegue a liberdade e a felicidade intemporais, que extrapola todo o ser e nos dá sentido ao estar aqui e agora, neste ponto luminoso e brilhante, chamado Terra.

Por falar nisso, talvez seja a altura de retornar desta experiência escrita que nos liberta e põem-nos em contacto com aqueles que nos lêem, inclusive nós próprios, num processo de autoconhecimento, por meio da escrita.

Resta-me desejar-te uma boa viagem, pela vida e um até um dia destes, quando voltares a estes lados de uma dimensão habitada por seres sonhadores que tudo conseguem, desde que assim o queiram.

Mesmo estando num outro lado, algo me diz que nos conhecemos e entendemos muito mais do que julgamos. Porque cada um de nós é uma parte do outro e de si próprio.

Então até breve, ser que habitas as regiões da escrita e também para ti que me lês e me sentes aí ao teu lado a sorrir para ti e a proporcionar-te um momento mágico e indefinido. Sorriso lindo, sê aquilo que tens de vir a ser!
António Pereira

2 comentários:

Anónimo disse...

Gosto. Adoro. Amo.
Paula M.

Prof. António Pereira disse...

Obrigado Paula!