segunda-feira, 5 de março de 2012

DISSERTAÇÕES DE UMA NOITE!



Quando estou aqui, olhando tudo e todos, incluindo eu próprio, não sei quem sou, nem o que faço aqui. Somente sei que procuro saber essa verdade e discernir tudo aquilo que ainda não sei, sobre a razão das coisas e as questões que elas trazem embutidas em si.

Atrás de questões, virão respostas, mesmo ainda não sabidas, serão sentidas até serem vislumbradas. Há momentos em que temos mais questões e menos certezas, se bem que sintamos lá no fundo de nós, uma certeza que vem connosco desde sempre e resplandecerá quando cumprirmos aquilo que vimos aqui fazer. Para isso basta perder o medo e não nos acomodarmos na rotina da vida, porque o nosso desígnio é tornarmo-nos grandes como as estrelas, porque trazemos em nós o seu brilho, contido nas nossas células que são alimentadas pelo elo vital do Universo - a bio-energia – que tudo penetra e tudo impregna de vida.

Algumas vezes, se estivermos atentos, percebemos um pouco aquilo que somos e o que podemos vir a ser se tivermos a coragem e a força para fazermos um esforço sobre nós próprios e deixarmos de ser piegas connosco. Além desse ponto, encontraremos a nossa própria salvação e a razão de estarmos aqui, percepcionando muito mais do que julgaríamos ser capazes e tendo a capacidade de sermos receptivos ao que o Universo nos destinou para essa caminhada.

Por isso mesmo, existem alturas em que sentimos um vazio, uma solidão por estarmos connosco, mas essa mesma situação irá gerar a solução para encontrarmos um outro lado de nós, até aqui desconhecido e que nos mostrará outro leque de oportunidades e opções que estiveram sempre à nossa frente, mas que não víamos por estarmos cegos pela nossa acomodação e auto-comiseração.

Percebendo isto, tudo se torna mais leve e descomplicado e fluirá naturalmente pelos caminhos vindouros, mesmo que isso nos pareça sorte pura, não é mais do que um fenómeno de sincronicidade e de serandipismo antes não percepcionados por nós, mas que estiveram e estão sempre presentes nesta caminhada que designamos de vida.
António Pereira

3 comentários:

Anónimo disse...

Acho que quando temos poucos anos e experiência de vida é difícil termos essa visão tão clara. E, com as emoções a flor da pela, dentro da própria situação, os momentos tornam-se escuros e sem tanto significado.

Por sorte (ou karma) há sempre alguém que já passou por algo semelhante e nos enche de sabedoria. Enche-nos de esperança e vontade de aprender a aceitar a vida como ela é.

É bom aprender a ser simples! :)

Paula M.

Prof. António Pereira disse...

Obrigado Paula pelo teu comentário!
Beijos

Anónimo disse...

...engraçado, que a "escutar" suas palavras, revejo muitos episodios já vivenciados e em completa solidão. A angustia se instalava, iludindo-me, como fosse o unico que pensava assim!
Tantas questões surgiam...
Respostas muito poucas...
Procurei, procurei, procurei... nada encontrei! Só mais questões.
...E de repente, algo novo entrou dentro de mim!
Um relaxamento surgiu, não há nada para encontrar fora... tá tudo no nosso mais profundo ser. Sentei-me muitas vezes e aguardei, silenciosamente... que a "vida" me entrega-se toda a sua sabedoria!
As coisas foram surgindo naturalmente, com outra cor e brilho. Há coisas que não é importante terem respostas... fundamental será serem celebradas, no eterno presente.

Obrigada Antonio.

Jorge Moreira.