sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma questão de óptica!



A forma como sentimos e observamos tudo aquilo com que somos confrontados na nossa vida, tem a ver com os paradigmas enraizados, cultura e com as nossas experiências. Assim, a maneira como passamos pelas mudanças que fazem parte da vida, pode ser de forma confortável ou desconfortável, o que irá ter em conta a nossa receptividade para aceitar essas transformações e trocar de paradigma. Na realidade tudo acaba por ser uma questão de ponto de vista! 

Por exemplo, o caractere chinês para a palavra crise, pode ter o significado de risco e também de oportunidade. Esse é um bom modelo, de como podemos ver as coisas por ângulos diferentes. Contudo, todos estamos condicionados por determinados paradigmas, que não nos permitem ter essa visão mais ampla, para ver e abordar as situações de uma outra maneira. 

Naturalmente o ser humano tem resistência à mudança, porque esta leva-o a ter de agir e sair da sua zona de conforto e a combater a sua tendência natural para a preguiça, a qual o impede de evoluir e ir mais além.


«Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. 
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. 

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. “Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”». Albert Einstein


De uma maneira bem simples e objectiva, a Natureza mostra-nos como a mudança é cíclica e está presente em tudo no Universo. Desde o Sol, passando pelo nosso planeta, até à mais distante galáxia conhecida, tudo está em constante transformação.

«Se a palavra inspira, o exemplo arrasta.» DeRose

A melhor forma é seguir a lição dada pela Natureza e também inspirar-nos no exemplo daqueles que marcaram a história da Humanidade, pela sua capacidade de adaptação à mudança e a força que esta lhes proporcionou para se transcenderem para poderem ir muito mais além do que imaginariam.

Tudo acaba por ser aprendizagem e transformação positiva se estivermos receptivos a galgar essa oportunidade e desse modo, nada é obstáculo, somente estímulo e desafio para vencermos!
António Pereira

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