quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O Poder...


O Poder atrai homens e mulheres e sempre cativou a sua atenção, desde os primeiros Tempos, porque ele deslumbra e cativa os que o detém e quem os bajula por terem esse Poder. Porém, todos se esquecem que ele é efémero se não vier de dentro do próprio, porque externamente a qualquer momento se pode perder esse Poder por falta de ética, ausência de Princípios e Valores Universais. 

Somente o Poder conquistado e alcançado no interior de cada um pela aprendizagem, transformação e desenvolvimento superlativo das suas capacidades, é que se torna Conhecimento e passa a ser Património do indivíduo que tendo obtido essa Sabedoria não se corrompe, nem se deslumbra pelo que o Poder Interior lhe proporciona, por ter sabido construir internamente uma estrutura de evolução que lhe permita conviver e partilhar esse Poder, sem medo e sem inveja.

Na tradição milenar hindú, duas filosofias ancestrais que remontam ao princípio da Civilização Indiana, são relacionadas com Poder e Conhecimento. São elas o Yôga, filosofia prática e o Sámkhya, filosofia especulativa de característica naturalista.

No Bhagavad Gita, capítulo do Maha Bhárata, épico hindú, vem mencionado que Yôga é Poder, Sámkhya é Conhecimento e que aquele que os detiver não tem mais nada a alcançar ao cimo da Terra.


Portanto, trabalhe para desenvolver o poder e o conhecimento interno, para se tornar uma fonte de inspiração para a sociedade onde está inserido e dessa forma realmente exercer um poder revolucionário através do seu exemplo.

A filosofia pode levar ao encontro das respostas e da Verdade que existe dentro de cada um de nós e o Yôga como filosofia prática é um verdadeiro estímulo para a auto-superação, visando o autoconhecimento.

Quanto aos ramos de Yôga e às fundamentações filosóficas e influências históricas que geraram a grande confusão generalizada junto da imprensa e da opinião pública, isso é outra conversa que ficará para uma outra oportunidade.

Desafio-o somente a vir praticar Yôga connosco, conhecer o Sámkhya e aprofundar os seus conhecimentos sobre si próprio através das respostas que obtém às suas questões Universais: "Quem sou eu?"; "O que faço aqui?"; "Qual o sentido de tudo isto?"; tudo isso com uma visão técnica e naturalista, como a filosofia propõe.
António Pereira

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