quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Vibrações...

Poderiam haver muitas formas de encontrar ouro em pó, mas a maioria desconhecia a existência dessa riqueza que habita dentro de cada um e corre nas veias desde as profundidades do ser. 

A magia do ar agita a consciência e permite-nos ver a liberdade que flue no vento. Contudo, na azáfama diária poucos são os que estão atentos a esses sinais do tempo e do espaço que nos ligam entre nós.

No silêncio da noite, ao caminhar pelas ruas desertas, os meus passos são os teus na construção de algo que vai se erguendo dentro de cada um de nós, por sermos seres especiais à nossa maneira e poucos são como cada um de nós.

Um som inesperado parece uma música que cantarolamos internamente para nos aquecer o coração e nos dar a iluminação no olhar, naquele sorriso mágico que nos catapulta para um lugar além deste momento, contigo e comigo!

Na realidade o ouro em pó, existe dentro de cada um de nós e somente temos de nos alimentar e cuidar de modo a que ele se manifeste no nosso potencial de realização, ao qual temos a percepção quando deixamos o Amor fluir sem receios de ridículo, ao nos fundirmos com outra Alma que vibre como nós, como sempre sonhámos!

Deixa o teu coração ficar leve e amar intensamente a vida e quem te faça sentir bem contigo e entrosado com o Universo, que te direcione para a tua realização como Ser Humano que desabrochou todo o seu Potencial!

Deixa as vibrações incendiarem os teus sentidos para te poderes sentir e fundir numa Alma Superior e realizares os desígnios da tua presença aqui e agora, neste momento, nesta realidade.

Apaixona-te pela Vida! Apaixona-te por ti e por quem mereça o teu Amor! Ama e ama cada vez mais, mesmo que o teu coração tenha sido massacrado no passado, é um outro tempo, um outro momento e mereces ser feliz como mereces fazer outro feliz!

Um ano repleto de Amor, em todos os momentos e tempos para que a vida seja mais leve, prazerosa e solidifiques o teu ouro em pó!
António Pereira


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ano Novo, Vida Nova!

Estamos a finalizar o ano de 2016 e a iniciar 2017. Fechamos um ciclo e abrimos um outro que esperamos seja mais de acordo com as nossas aspirações! 

A vida é feita de mudanças, pelo que é necessário estar receptivo a estas e melhor ainda preparar e projectar as mudanças que queremos e precisamos.

De modo, a que tudo se desenrole da melhor forma e esta não quer dizer aquela que queremos, mas a que a Vida escolheu ser melhor para nós, é necessário deixar fluir e estar com a atenção no presente.

Isso somente funciona se desenvolvermos uma atitude autolética ou seja a disposição de fluxo que ocorre no estado de meditação ou no treino para esta.

Atitude essa expressa na décima norma ética do Yoga, o Íshwara Pranidhana, o qual significa precisamente, a auto-entrega ou entrega à Vida, ou o tradicional "Seja o que Deus quiser" ou numa versão popular "Que se lixe!"

Porém, antes disso temos de definir claramente quais são os nossos objectivos e decisões de mudança para um novo ano e trabalhar nesse sentido e somente então entrar num estado de fluxo e deixar a Vida trabalhar para nos trazer o que necessitamos para evoluir e alcançar o nosso verdadeiro potencial e realização.

Tire um tempo para si nestes dias finais do ano e reflicta sobre o ano que passou, as mudanças que aconteceram e aquilo que alcançou, como também o que ficou áquem e defina um plano claro e exequível do que pretende para o novo ano. 

Escreva esses desejos e concentre-se neles alguns minutos de olhos fechados, criando imagens e sensações do desejado para gerar um arquétipo de mudança e facilitar a sua preparação para os concretizar.

Desejo que tenha um Bom e Excelente Ano Novo de 2017!
António Pereira

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Fim de um ciclo de 3 anos!


Passaram três anos, após a conversa que tive algures em Fevereiro ou Março de 2013, no gabinete do Prof. Dr. Jorge Proença, na Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona, em que fui desafiado a fazer um Mestrado de Treino Desportivo de Alto Rendimento ou de Sociologia no Desporto.

Após o primeiro impacto pela surpresa do desafio, ao sair da faculdade os pensamentos detiveram-se na memória de ver o meu pai a estudar à noite e aos fins de semana, na perseguição tardia do seu sonho de ser médico que o meu avô não lhe proporcionou porque naquele tempo as coisas eram mesmo assim.  

Chegado a casa fui pesquisar sobre os dois Mestrados sugeridos e optei pelo de Treino Desportivo, devido às matérias a estudar, pelo meu passado de atleta de futebol de salão e de outros desportos colectivos, perspectivas futuras de trabalho com o Yoga, por ter o Prof. Dr. Jorge Proença como director do Mestrado e também conhecer vagamente o Coordenador, o Prof. Dr. Jorge Castelo, com quem no início da década de 1990 tive uma conversa após um treino da equipa sénior de futebol do Sport Lisboa e Benfica, em que ele fazia parte da equipa técnica do treinador Toni.

Tomada a decisão era necessário fazer a candidatura, aguardar a sua aceitação, inscrever-me e esperar o início das aulas em Outubro.


O primeiro ano curricular de aulas do Mestrado em Treino Desportivo de Alto Rendimento, foi um conjunto de várias experiências, sensações, momentos e expansão de conhecimento a vários níveis e o vislumbrar de várias possibilidades e fazer amizades.

Estes três anos foram de muito trabalho, aprendizagem, persistência, humildade, dedicação, pesquisa e ampliação de conhecimentos na área desportiva, humana e do Yoga, porque tive também de aprofundar ainda mais os meus conhecimentos sobre esta filosofia de vida.

Valeu todo o esforço, os momentos de solidão, desespero, vontade de quase desistir e descobrir uma força interna além do que pensava para poder continuar e superar os desafios que a minha Orientadora a Profª. Drª. Susana Veloso me ia colocando para ir aperfeiçoando a construção da Dissertação final.

No dia 9 de Novembro, às 11 horas fiz a defesa do meu Mestrado e terminei com o título de Mestre em Treino Desportivo, Dissertação em Alto Rendimento, com o título "Recuperação Psicológica e Física em Nadadores Através do Yoga". 

Foram três duros anos de várias mudanças pessoais e profissionais, de muito trabalho e estudo, mas valeu a pena ter investido na realização do Mestrado para poder ir ainda mais longe. Missão cumprida!
António Pereira

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Novo artigo publicado na revista BMAG

Saiu o novo número da revista BMAG, que contém um artigo escrito por mim!

O qual podem consultar aqui: Respire, Mas Bem!

Boas respirações!
António Pereira

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Cocktail de Abertura de Época




Há momentos em que é necessário mudar, fechar um ciclo e abrir um novo, diferente e com outras oportunidades e possibilidades. 

Venha conhecer as novas instalações, os Serviços e a proposta reestruturada 
do meu projecto profissional!
António Pereira

sábado, 17 de setembro de 2016

António Pereira -Yoga e Lifestyle, desde 1981

VENHA VISITAR-NOS!

Experimente uma Aula de Yoga, uma Massagem, uma Consulta de Bio-Ressonância, Ayurveda, Hidrocólonterapia, ou participe num dos nossos Cursos ou na Formação de Instrutores de Yoga!



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Uma questão de ponto de vista

Tudo na vida é uma questão de ponto de vista, por isso não critique e seja mais tolerante. Cada um vê pela óptica da sua experiência!

No sentido de ilustrar essa perspectiva, deixamos aqui um pequeno Conto!

Conto do Oásis

«Um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

— Que tipo de pessoa vive aqui?

— Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? — perguntou o ancião.

— Um grupo de pessoas egoístas e malvadas — respondeu o rapaz — estou satisfeito de haver saído de lá.

— A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui — replicou o velho.

No mesmo dia, um outro jovem chegou ao oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:

— Que tipo de pessoa vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta:

— Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:

— Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por tê-las deixado.

— O mesmo encontrará por aqui — respondeu o ancião.

Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:

— Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:

— Cada um só pode ver o que carrega no seu coração. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui.»

Reflicta naquilo que esta história lhe transmitiu para ampliar a sua consciência e promover uma mudança comportamental, alterando a sua atitude e tornando-se mais tolerante consigo e com os outros!
António Pereira

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Yoga: Alto Rendimento e Recuperação

Acabou de ser publicado na revista BMAG, um artigo escrito por mim com o tema:

Yoga: Alto Rendimento e Recuperação

Poderão baixar a revista completa sem custo (basta fazer o registo), além de lerem, comentarem e partilharem o artigo:  http://www.bmag.com.pt/13330-2/ 

Espero que gostem!

António Pereira


domingo, 7 de agosto de 2016

Renovação e destruição: Crescimento!


Os atributos de destruidor e renovador são características que a tradição hindú dá a Shiva, o Criador do Yoga que é também um dos três personagens da Trindade do Hinduísmo. Na sua dança cósmica de criação do Universo, Shiva destrói a ignorância, representado por um anão que ele pisa quando dança para renovar e recriar o Universo, num ciclo constante de mudança que faz parte da Natureza e da Vida.

Ao caminharmos pela vida, vamos percebendo que tudo é mudança e nessas transformações, destruímos ou arrumamos coisas do passado para nos renovarmos e entrarmos num novo ciclo mais promissor de criações e crescimento pessoal, ou estagnamos e passamos ao lado do lugar onde deveríamos ter chegado.

O Yoga é um processo de renovação constante do ser humano que lhe permite aprimorar-se no sentido de alcançar todo o seu potencial humano. Esse é um processo que tem várias etapas e provas que às vezes são duras e geram dúvidas que testam as nossas certezas e forças para que nos possamos renovar e descobrir uma força interior que imaginávamos não possuir.

Por isso, é preciso destruir e descartar o que do passado já não interessa para nos renovarmos e  podermos iniciar ou continuar uma nova caminhada, mais leve, mais estável, mais aprazível, com a coragem para enfrentar os medos e os desafios do novo e da mudança que vamos desbravando.

Nestes momentos, além da coragem para nos renovarmos, é necessário escutar o coração para perceber o que tem de ser largado e o que tem de ser conservado para nos fortalecermos e irmos com mais certezas na nova caminhada da renovação e do crescimento.

Há momentos na vida que são assim mesmo difíceis, em que a vida nos coloca à prova com grandes mudanças, mas extremamente decisivas para que possamos descartar pensamentos, atitudes mentais, emocionais e corporais do passado inclusive pessoas e talvez até ficarmos sozinhos durante um certo tempo para permitir que novas pessoas possam entrar na nossa vida e refrescá-la com novas perspectivas e pontos de vistas que nos abrem horizontes, diversidade de ideias e crescimento pessoal.

Essencialmente, há que escutar o coração e sentir a intuição para que aceitemos serenamente os desígnios que surgem e com os quais vamos agindo, de modo que esteja presente uma fluidez na tomada de decisões mais lúcidas para nos sentirmos mais leves e integros nessa caminhada rumo à felicidade e à nossa realização pessoal!

António Pereira

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A RESPIRAÇÃO E OS SENTIDOS


Na tradição filosófica oriental, particularmente na indiana, utiliza-se muito contos, histórias, parábolas e metáforas para ensinar, educar e ilustrar situações que se pretenda realçar.

Um dos contos mais antigos e fascinantes da tradição indiana e do Yoga, é acerca do papel crucial que a respiração desempenha no bom funcionamento do nosso organismo e na sua manutenção viva. Narra essa história que um dia, os sentidos estavam em grande discussão sobre qual deles seria o melhor e o mais importante.

No seguimento foram ter com Bráhma (entidade principal da Trindade hindu) e perguntaram-lhe: «Qual de nós é o mais distinto e perfeito?».

Bráhma respondeu-lhes: «O mais distinto e perfeito será aquele que ao se afastar, o corpo piore no seu funcionamento!».

Na sequência a fala (a língua) afastou-se durante um ano, após o qual voltou e perguntou aos outros: «Como conseguiram viver sem mim?». Ao que os outros responderam: «Vivemos como os mudos. Não falámos com a língua, mas respirámos com o fôlego, vimos com os olhos, ouvimos com os ouvidos, conhecemos com a mente e gerámos com o sémen. Vivemos desta forma!». Pelo que a língua voltou ao seu lugar.

Então a visão (os olhos) decidiu também afastar-se por um ano, ao fim do qual voltou a ter com os outros sentidos e perguntou-lhes: «Como viveram sem nós?» E eles responderam: «Como cegos, sem ver com os olhos, mas respirando com alento, falámos com a língua, ouvimos com os ouvidos, conhecemos com a mente e gerámos com o sémen. Assim vivemos!». Após isto os olhos retornaram para o seu lugar.

A audição (os ouvidos) de seguida foi para longe durante um ano e depois voltou para junto dos outros e perguntou: «Como puderam viver sem nós?». Ao que os outros responderam: «Como os surdos, sem ouvir com os ouvidos, mas respirando com alento, falámos com a língua, vimos com os olhos, conhecemos com a mente e gerámos com o sémen. Assim vivemos». Então os ouvidos retornaram ao seu lugar.

A seguir foi a mente que se afastou por um ano, ao fim do qual voltou e perguntou: «Como viveram sem mim?». A resposta dos outros foi: «Vivemos como os loucos: não conhecendo com a mente, mas respirámos com fôlego, vimos com os olhos, ouvimos com os ouvidos e gerámos com o sémen. Foi assim que vivemos». Logo a mente retornou ao seu lugar.

No seguimento o sémen afastou-se durante um ano, ao fim do qual voltou e perguntou: «Como conseguiram viver sem mim?». Responderam-lhe: «Como os impotentes: não gerámos com o sémen, mas respirámos com o alento, vimos com os olhos, ouvimos com os ouvidos e conhecemos com a mente. Desta forma, vivemos». Pelo que o sémen voltou para o seu lugar.

Finalmente chegou a vez da respiração. Quando se afastou, rompeu os outros sentidos, como um robusto e dinâmico cavalo do país de Sindhu que tivesse partido as cavilhas, às quais estivesse atrelado. Logo os outros sentidos gritaram: «Não partais, Senhora! Não conseguiremos viver sem vós!»
Esta simples lenda demonstra a atitude filosófica, de como os antigos yoguis abordaram a importância crucial da respiração. Por conseguinte temos de concluir que dependemos particularmente do acto de respirar para vivermos.

Respiramos por dia aproximadamente 25.000 vezes, levando aos pulmões cerca de 10.000 litros de ar, dos quais os pulmões absorvem, entre 450 a 500 litros de dióxido de carbono. Pela respiração processamos a oxigenação do sangue, o qual fornecerá às células do organismo o oxigénio necessário para o seu bom funcionamento.

A respiração é tão importante para o Yoga que os antigos sábios desenvolveram, pesquisaram e sistematizaram um complexo e perfeito sistema de técnicas respiratórias, o pránáyáma. Em termos genéricos, o pránáyáma, é a técnica de expansão da bio-energia (o Prána, energia de origem solar) por meio de exercícios respiratórios que produzem resultados diversos no corpo, mente e emoções, devido ao seu impacto sobre o sistema nervoso simpático e parassimpático.

É particularmente a consciência sobre o acto de respirar que fará a principal diferença, aliada a uma boa execução técnica dos exercícios respiratórios, os quais devem ser aprendidos junto de um instrutor formado e certificado por um profissional experiente ou entidade credível.

Para terminar não se esqueça de respirar pelo nariz, de forma profunda, lenta, silenciosa e consciente. Respire profundamente e aumente a lucidez e concentração!

António Pereira

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A meditação e o seu impacto no bem-estar

A meditação é uma técnica que faz parte do currículo de disciplinas do Yoga, antecedendo o estado de consciência de samádhi, a hiperconsciência, o autoconhecimento ou a Libertação (Môksha), a meta do Yoga.

Ultimamente, fruto dos maiores avanços científicos, variados cientistas e investigadores se têm debruçado sobre o impacto que a prática da meditação tem no bem-estar, qualidade de vida, gestão do stress e das emoções e na expansão da consciência que esta técnica produz no ser humano.

Nesse sentido deixamos aqui um link para uma entrevista com uma cientista de Harvard acerca da sua pesquisa e estudo dos resultados produzidos pela meditação:


Só por meio de pesquisas sérias, sobre este assunto e outros relacionados com o desenvolvimento do ser humano e a expansão da sua consciência se conseguirá dar ainda mais seriedade a estes assuntos e disciplinas, sem lhes tirar a credibilidade e orientação da tradição milenar.

Boas meditações!

António Pereira

sábado, 9 de janeiro de 2016

Cursos Lifestyle

Neste início de ano lançamos uma série de Cursos, dados por mim e a serem realizados no Lifestyle Alto Rendimento, em Lisboa.

Além de vários temas interessantes, tem a possibilidade de participar em mais do que um curso, escolhendo um dos Packs consoante o seu interesse e ainda com a opção de convidar um amigo, tudo por um valor convidativo. 

Venha aprender e conhecer melhor os caminhos para uma vida saudável com lifestyle!
António Pereira