domingo, 7 de agosto de 2016

Renovação e destruição: Crescimento!


Os atributos de destruidor e renovador são características que a tradição hindú dá a Shiva, o Criador do Yoga que é também um dos três personagens da Trindade do Hinduísmo. Na sua dança cósmica de criação do Universo, Shiva destrói a ignorância, representado por um anão que ele pisa quando dança para renovar e recriar o Universo, num ciclo constante de mudança que faz parte da Natureza e da Vida.

Ao caminharmos pela vida, vamos percebendo que tudo é mudança e nessas transformações, destruímos ou arrumamos coisas do passado para nos renovarmos e entrarmos num novo ciclo mais promissor de criações e crescimento pessoal, ou estagnamos e passamos ao lado do lugar onde deveríamos ter chegado.

O Yoga é um processo de renovação constante do ser humano que lhe permite aprimorar-se no sentido de alcançar todo o seu potencial humano. Esse é um processo que tem várias etapas e provas que às vezes são duras e geram dúvidas que testam as nossas certezas e forças para que nos possamos renovar e descobrir uma força interior que imaginávamos não possuir.

Por isso, é preciso destruir e descartar o que do passado já não interessa para nos renovarmos e  podermos iniciar ou continuar uma nova caminhada, mais leve, mais estável, mais aprazível, com a coragem para enfrentar os medos e os desafios do novo e da mudança que vamos desbravando.

Nestes momentos, além da coragem para nos renovarmos, é necessário escutar o coração para perceber o que tem de ser largado e o que tem de ser conservado para nos fortalecermos e irmos com mais certezas na nova caminhada da renovação e do crescimento.

Há momentos na vida que são assim mesmo difíceis, em que a vida nos coloca à prova com grandes mudanças, mas extremamente decisivas para que possamos descartar pensamentos, atitudes mentais, emocionais e corporais do passado inclusive pessoas e talvez até ficarmos sozinhos durante um certo tempo para permitir que novas pessoas possam entrar na nossa vida e refrescá-la com novas perspectivas e pontos de vistas que nos abrem horizontes, diversidade de ideias e crescimento pessoal.

Essencialmente, há que escutar o coração e sentir a intuição para que aceitemos serenamente os desígnios que surgem e com os quais vamos agindo, de modo que esteja presente uma fluidez na tomada de decisões mais lúcidas para nos sentirmos mais leves e integros nessa caminhada rumo à felicidade e à nossa realização pessoal!

António Pereira

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