quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Quando se fala de Yoga


Cada vez se fala mais sobre Yoga, mas infelizmente a maioria das vezes sem se ter um conhecimento adequado, ficando-se pela superficialidade e pelos aspectos mais estereotipados e consumistas que podem cativar mais um certo público e afastar um outro tipo de pessoas.

Por isso quando falamos de Yoga, o conceito acerca desta filosofia de vida remete-nos para um espectro extremamente vasto de conceitos filosóficos, dos quais resultam vários tipos de Yoga. Cada modalidade de Yoga desenvolve mais certas capacidades humanas, por isso cada pessoa, de acordo com o seu carácter pode ter mais empatia com um certo tipo de Yoga, em vez de outro, dependendo das suas aspirações, objectivos e potencialidades, ou ainda utilizar uma combinação adequada de várias técnicas de Yoga (Michael, 1978). 

Assim, devemos ter em conta a época histórica em que surgiram essas modalidades de Yoga e consequentemente as suas bases filosóficas comportamentais e especulativas pelo facto de que elas nos podem apresentar aspectos e conceitos antagónicos na forma de entender esta filosofia de vida.

Se bem que as técnicas possam ser as mesmas, a forma de as executar e entender e a metodologia e pedagogia na maneira de ensinar serão com certeza diferentes e consequentemente irão atrair mais certo tipo de pessoas e afastar outras.

Nesse sentido, podemos dizer que existe uma modalidade mais adequada a cada pessoa e dentro dessa modalidade terá de se levar em conta também a escola e o professor que orienta, tendo em consideração a sua formação e a empatia que se possa desenvolver com este.

Fora esse amplo espectro de diversidade de escolas com fundamentações diversas, ainda existem hoje em dia infelizmente algumas modalidades que usam o nome Yoga, mas que formalmente não poderemos considerar que o sejam pelo facto de não levarem à proposta desta filosofia e ficarem somente por aspectos técnicos muitas vezes adaptados e caricatos para produzirem uma novidade e certos resultados mais superficiais.

Concluindo, é importante ter conhecimento desta diversidade para não colocar tudo no "mesmo saco", como popularmente se diz e perceber as diferenças, a autenticidade, a experiência, a metodologia, a formação e a orientação do trabalho de uma escola ou dos seus profissionais.

No nosso caso, fruto de uma experiência de 4 décadas de estudo, prática e ensino do Yoga Antigo, na modalidade do SwáSthya Yoga e de outras modalidades, aliado aos recursos científicos mais actuais e à minha formação académica como Mestre em Treino Desportivo e Doutorando em Educação Física e Desporto, passámos a desenvolver um trabalho em que utilizamos todos os recursos técnicos do Yoga, fundamentado numa visão ancestral, naturalista, científica e que tem em consideração a liberdade e o livre-arbítrio do indivíduo para podermos ensinar e direccionar o Yoga para os objectivos que sejam delineados previamente ou no momento e incrementar na vida do praticante um lifestyle coerente com o Yoga.

Este foi o primeiro de uma série de artigos sobre Yoga, Lifestyle, Alto Rendimento, Recuperação, Bem-Estar, entre outras temáticas, pelo que numa próxima publicação, falaremos sobre a definição formal do que é o Yoga e a proposta desta fascinante filosofia de origem indiana!

Caso tenha interesse em conhecer melhor o nosso trabalho, entre em contacto connosco pelo link: http://www.antoniopereirayoga.com/pt/yogalisboa

Pereira, A., (2016). Recuperação Psicológica e Física de Nadadores Através do Yoga: Efeitos no Bem-Estar. Dissertação de Mestrado em Treino Desportivo de Alto Rendimento, Faculdade de Educação Física e Desporto da Universidade Lusófona, Novembro 2016.
António Pereira